Pular para o conteúdo principal

Padecendo no Paraíso

Raízes robustas e folhas vívidas, meus meninos vão crescendo.
E eu, aprendendo com eles. Este clichê é a mais pura verdade. E que verdade incrível.
Vejo-me neles, mas vejo-os senhores também.
E o engraçado é que o passado vai ficando cada vez mais presente. É como se a gente segurasse forte a mão da história.
E o futuro inevitável virá. Os meus meninos serão sempre.




Comentários

1ª lady newton disse…
Não é clichê dizer isto não germana! Acho tão phynno e digno aprender com os pequenos e imagina-los senhores, doutores, gente graúda né?

Muito franca? Adorei a fineza do seu modo de escrever. Posts muito delicados.

Se tiver um tempinho, passa nas pererecas. Dá um saltinho por lá...
Dante Accioly disse…
Lindo, prima. Lindo. Sinto uma saudade enorme dos tempos que não vivi ao lado dos teus pimpolhos. Tu sente isso? Saudade do que não viveu? Ou será que eu sou doido? :) Beijão.
Mack disse…
Seus meninos são mesmo senhores de si, do mundo, de quem chegar perto. Criaturas incríveis que só poderiam ter saído de você! :)

Beijo!
Germana Accioly disse…
Oi Lady! já dei uma passadinha lá no teu brejo. Gostei demais! vou virar habitué. beijo!
Dante, sinto saudade do tempo que não vivi junto dos meus primos. acho que a gente teria vivido coisas muito legais juntos.
Mack, incrível é você.Mas meu coração de mãe ficou cheio de orgulho com suas palavras!
Antonio Ximenes disse…
Germana.

O que te levar a ter a ciência de que teus filhos são senhores... é tua própria meninice... essa criança que ainda esta viva dentro de ti.

Seja Mãe... seja amiga... padeça no Paraíso de faça dele um lugar interessante.

Lindo.

P.S.: Lembrei da música do Vinicius e do Toquinho... "O filho que eu quero ter".

Beijão.
Germana Accioly disse…
É isso mesmo, Ximenes. Vejo-me menina neles. E aquela música, o filho que eu quero ter, é exatamente a "trilha sonora" do meu coração materno. "Dorme meu pequenininho, dorme que a vida já vem...."
adoro meus leitores! beijo grande.

Postagens mais visitadas deste blog

A teimosia do amor

Que alegria estar aqui com tanta gente importante nas nossas vidas!

Que alegria reunir todas e todos neste cenário tão lindo e significativo, construído com amor, partilhado por tantos e tantas de nós. Acredito que muitos e muitas aqui têm histórias pra contar que viveram nesta casa, neste jardim.

Quem está aqui pela primeira vez, seja bem vindo e bem vinda à vivenda Tesser, mais que uma casa, um endereço de acolhimento, que muito me diz sobre generosidade e acolhida.

Paula e Luana, que emoção, que gratidão, que imensidão ver vocês duas aqui na minha frente, mãos dadas, olhos brilhando!

A Paula é para mim uma dessas pessoas fundamentais na vida. Fundamental para a minha alegria, fundamental para o meu futuro. Quis esta mesma vida que, vindas de uma mesma família, ainda com toda esta identificação, tivéssemos morado apenas 8 meses na mesma cidade nesses 40 anos mais ou menos que nos conhecemos.

Paulinha, minha prima virou irmã, minha prima gêmea, como costumamos nos chamar. Talvez a m…

Poligamia

Casei umas 15 vezes nos últimos anos. Talvez tenha sido mais.   A primeira vez casei com os olhos. Olhei, apaixonei, casei. Bodas de papel. Na segunda vez decidi formalizar. Um casamento coletivo, no cartório. Tinha gente de todo tipo junto. Bodas de algodão. O casamento seguinte foi na igreja. Trocamos as alianças num ritual singelo. O primeiro filho nos braços. Bodas de trigo. As bodas de flores foram com um homem trabalhador, pensava no bem estar da família. Compramos o apartamento. Depois, me surgiu um homem mais maduro, mais leve. Gostava de sair à noite, de viajar. Bodas de madeira. Com as bodas de açúcar ganhei meu segundo filho. Doce, alma de artista, olhos curiosos. Igual ao pai. Bodas de latão para os tempos difíceis, bodas de barro para o artesão. Amei o jardineiro, fui amante do menino.Do puro. Do macho. As frágeis bodas de papoula me trouxeram um homem inseguro. Amei. Buscando firmeza, encarei as bodas de zinco. Depois de aço. Esbarrei na beleza do ônix. No tempo do …

Mulher Maravilha em primeiro lugar

A ideia era fazer um diário de bordo. Um registro de tudo o que vivemos na viagem de mulheres ao Sertão do Pajeú. Queria voltar ao trabalho com um relato fidedigno. Cartesiano. Celulares carregados, procurando o melhor ângulo para fotos e vídeos. Não consegui. O foco estava no sentir. Estava no viver e não no relatar. Não consegui. Foi uma daquelas viagens em que a gente esquece o telefone, abandona a internet. Estava conectada com outras ondas. Não perdi os momentos, como alguém pode pontuar. Guardei todos. Fiz questão de não enxergar através das lentes. Viagem longa, estrada reta, são ótimos bálsamos. Para curar agonias da rotina massacrante. Pra pensar melhor sobre a vida e para chegar ao destino de peito aberto, um pouco esvaziado do que nos atropela no dia a dia. Fui. Às cinco da manhã fiz uns sanduíches e coloquei tudo na bolsinha térmica que comprei na revista da natura. Nunca tinha usado. Fiz uns sandubas de queijo e pesto. Pão baguete. Dividi em quatro. Outras coisitas qu…