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São as Águas de Março



Na madrugadinha as gotas da chuva nem mostravam cansaço.
Desde a boca da noite desciam espessas e acumulavam-se na mangueira da varanda, descendo em tobogãs improvisados pelos galhos da velha senhora imponente.
Chuva de março.
O para brisa do carro distorcia as imagens da cidade, iluminada por um sol preguiçoso, entre a chuva e o começo da manhã.
Não havia trilha sonora.
Era aniversário da minha cidade. E da cidade do meu coração.
E era o dia despedida.
- Quem sai de sua cidade sai sempre fugido, pensava no caminho.
Foge-se das boas lembranças, mesmo guardando bem todas elas.
Foge-se das referências espaciais.
Foge-se dos atalhos, dos buracos nas ruas, dos cheiros bons e ruins.
Mas a gente foge sabendo que pode voltar.
No avião, a sensação de que o tempo não tem medida.
Sem os pés no chão, sem paisagem pela janela.
No novo destino, uma chuva fina levantava a poeira vermelha.
Batia sem pressa no concreto.
Trovões insistentes eram a trilha sonora.
Choveu o dia todo, todo o tempo.
O batismo veio do céu.

Comentários

Dante Accioly disse…
Prima,

Que Brasília te acolha como acolhe todos aqueles que se dispõem a ver beleza e harmonia onde a maioria só vê vazio e concreto. Um beijo grande e seja muito bem-vinda.

Primo.
Germana Accioly disse…
primo,

antes de brasília, que bom receber sua recepção! um beijo

prima
Maíra Brito disse…
Oi, Germana! Quer dizer q vc tb está por essas bandas? Está com Fernando Ferra? Está na Câmara?? Qdo iremos nos encontrar?? Saiba q essa terra costuma receber bem os pernambucanos. E a legião deles está cada dia maior!
bjosssss
Eva Duarte disse…
Germaninha,

Muita felicidade pra ti!
Aproveite a maré de Marte!

Chegou aí.

Beijinhos...
eva
Germana Accioly disse…
-Maíra, cheguei faz uma semana. tou ainda procurando apartamento, estas coisas. mas estou muito feliz! vamos nos encontrar sim.
-Evinha, minha fadinha, vou estar por aí no fim do mês. aí a gente pode enfim comemorar teu aniversário. eu não sei o que significa, mas marte ta me dando uma sorte danada!

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