terça-feira, 30 de setembro de 2008

até.... talvez.....



O chão batido da velha estrada viciada, cansada cheia de buracos nunca tinha sido tão profícuo.
Sem sinalização
Sem fiscalização
Sem orientação
Seguiu até o fim da linha.
Curvou-se ao acalanto do sol nascente, arriscou encarar o astro a pino e finalmente rendeu-se à lua azul.
Num caminho de pedras enormes e oásis escassos.
O som ritmado da terra seca arranhando as sandálias era companhia tranqüila.
Até que, na chegada ao fim, percebeu que nada foi.
Nada seria.
Nunca nada.
O chão abriu-se acolhendo os seus sonhos: museu de idéias e de sentimentos.
O segredo ficou impune.
O amor vai brotar algumas flores quando chover.
E elas talvez encantem.
Talvez cheirem.
Talvez existam.
Talvez nem saibam.

10 comentários:

Leonardo Werneck disse...

E talvez enfeitem o jardim de alguém...

Antonio Ximenes disse...

Saber viver bem é um exercício de ingenuidade.

Essa ingenuidade... esse "acaso" irá nos proteger.

Talvez nem saibamos que algum risco aconteceu... que poderíamos nos machucar... que poderíamos ter morrido...
... talvez seja melhor não saber.

Vamos viver simplesmente... tendo a consciência de sermos honestos consigo mesmos.

Viver sem precisar se preocupar tanto.

Simplesmente viver... bem.

Abração.

Germana Accioly disse...

queridos,

uns morrem pra dar vida aos outros!
e todos se nutrem das existência passadas....
beijo

Dante Accioly disse...

Volta, prima! Há (muitas) cervejas a serem tomadas!

Germana Accioly disse...

tomaremos, primo. não tantas assim...

João disse...

Salve simpatia !!!
Ge, to por aqui.
Cheiro grande.

Germana Accioly disse...

joão, seja bem vindo!!!!

beijo grande

Anônimo disse...

Oi Germaninha! Trilhando pelas linhas dos blogs, encontrei você neste seu primoroso “até... talvez...”, ancorada e recomendada no “Salve Simpatia!” de João Carvalho.
É, e talvez você não me reconheça em imediatos estalos, mas se voltar a fita do seu projeto experimental vai lembrar da Etapas Vídeo, do Francês André Gerrard, e até talvez, do seu medíocre cinegrafista. Eu mesmo, Alexandre Cavalcanti.
Recordo-me muito bem dos dias de gravação no salão de dança mais nobre do Recife, o Clube das Pás. Resistente até os dias de hoje, ele continua lá, no mesmo endereço, com os mesmos fies freqüentadores e preservando aquela mesma cultura da dança de salão.
Você, pelo que parece, anda por estradas de chão batido desse Brasil afora, cumprindo no mínimo, o ofício diário do jornalismo. Ainda bem que essa ferramenta do mundo moderno que é a internet, tudo se torna mais próximo de alguma forma.
Espero que esteja bem e desejo-lhe dias luz e paz.
Abraços.

Germana Accioly disse...

Alexandre! que honra ter você aqui no meu blog!!!!! gostei da sua descarada falsa modéstia, amigo!
Como é que eu ia esquecer toda aqula história??? você ainda omitiu a presença do famoso Charque, num foi???
tou morando em Brasília. Faz pouco tempo...
e você, como anda? e por onde?

Anônimo disse...

Minha amiga querida!
Que bom voltar ao teu blog e encontrar novas linhas!"É tudo novo de novo" como canta Moska!
Bjs e muita saudade!
Cata

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