Pular para o conteúdo principal

bodas de cristal



São bodas de cristal
Sapatinhos esquecidos nas escadas,
Encantos que se quebraram à meia noite
Gritos de crianças pelos corredores
São bodas de cristal
Um universo real
São canções, aromas, cores.
Transito pela história de amor
Não são contos de fadas
São bodas de cristal
Debutando pela vida já desbotada
Enfeitando a rotina viciada
Inaugurando outro frescor
Pintando com outras cores
O sentimento maior
São bodas de cristal
Não tão simplórias assim
Sinto um pouco de cada sabor
Dos amargos aos delicados
Maturam os sentimentos
São bodas de cristal
E, no sonho dourado, peço à fada madrinha que transforme
Os trapos em lírios.
As crianças não correm mais pela casa.
Enfrentei o frio e peguei o sapatinho de cristal na escada.
Da sacada, vejo a vida passar.

Comentários

Anônimo disse…
Parabéns pelo texto e pelas bodas ta.
Mack disse…
São bodas de cristal! Quem dera chegar tão longe e com tanta certeza no amor. Quem dera uma família forte e bem amarrada no peito. Quero isso para mim, mas voce já tem...
Parabéns aos dois.
E que venham outras tantas bodas felizes pela frente.

Postagens mais visitadas deste blog

A teimosia do amor

Que alegria estar aqui com tanta gente importante nas nossas vidas!

Que alegria reunir todas e todos neste cenário tão lindo e significativo, construído com amor, partilhado por tantos e tantas de nós. Acredito que muitos e muitas aqui têm histórias pra contar que viveram nesta casa, neste jardim.

Quem está aqui pela primeira vez, seja bem vindo e bem vinda à vivenda Tesser, mais que uma casa, um endereço de acolhimento, que muito me diz sobre generosidade e acolhida.

Paula e Luana, que emoção, que gratidão, que imensidão ver vocês duas aqui na minha frente, mãos dadas, olhos brilhando!

A Paula é para mim uma dessas pessoas fundamentais na vida. Fundamental para a minha alegria, fundamental para o meu futuro. Quis esta mesma vida que, vindas de uma mesma família, ainda com toda esta identificação, tivéssemos morado apenas 8 meses na mesma cidade nesses 40 anos mais ou menos que nos conhecemos.

Paulinha, minha prima virou irmã, minha prima gêmea, como costumamos nos chamar. Talvez a m…

Poligamia

Casei umas 15 vezes nos últimos anos. Talvez tenha sido mais.   A primeira vez casei com os olhos. Olhei, apaixonei, casei. Bodas de papel. Na segunda vez decidi formalizar. Um casamento coletivo, no cartório. Tinha gente de todo tipo junto. Bodas de algodão. O casamento seguinte foi na igreja. Trocamos as alianças num ritual singelo. O primeiro filho nos braços. Bodas de trigo. As bodas de flores foram com um homem trabalhador, pensava no bem estar da família. Compramos o apartamento. Depois, me surgiu um homem mais maduro, mais leve. Gostava de sair à noite, de viajar. Bodas de madeira. Com as bodas de açúcar ganhei meu segundo filho. Doce, alma de artista, olhos curiosos. Igual ao pai. Bodas de latão para os tempos difíceis, bodas de barro para o artesão. Amei o jardineiro, fui amante do menino.Do puro. Do macho. As frágeis bodas de papoula me trouxeram um homem inseguro. Amei. Buscando firmeza, encarei as bodas de zinco. Depois de aço. Esbarrei na beleza do ônix. No tempo do …

Mulher Maravilha em primeiro lugar

A ideia era fazer um diário de bordo. Um registro de tudo o que vivemos na viagem de mulheres ao Sertão do Pajeú. Queria voltar ao trabalho com um relato fidedigno. Cartesiano. Celulares carregados, procurando o melhor ângulo para fotos e vídeos. Não consegui. O foco estava no sentir. Estava no viver e não no relatar. Não consegui. Foi uma daquelas viagens em que a gente esquece o telefone, abandona a internet. Estava conectada com outras ondas. Não perdi os momentos, como alguém pode pontuar. Guardei todos. Fiz questão de não enxergar através das lentes. Viagem longa, estrada reta, são ótimos bálsamos. Para curar agonias da rotina massacrante. Pra pensar melhor sobre a vida e para chegar ao destino de peito aberto, um pouco esvaziado do que nos atropela no dia a dia. Fui. Às cinco da manhã fiz uns sanduíches e coloquei tudo na bolsinha térmica que comprei na revista da natura. Nunca tinha usado. Fiz uns sandubas de queijo e pesto. Pão baguete. Dividi em quatro. Outras coisitas qu…