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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Evoé!!

Quase todo ano eu resisto.
Este ano vou fazer diferente. Vou aproveitar meus dias pra ler, pra descansar.
Aí, como um vírus, ele chega. Os primeiros sintomas vão se pronunciando. Lá de longe se ouve um clarim. Me pego batendo um ritmo na mesa do almoço. Resisto, titubeando. Já é quase um passo....
No bar do lado de casa uma orquestra comemora o dia do frevo. Vou lá somente pra olhar, como se fosse mera turista.
Volto pra casa, subo no maleiro, tiro as sacolas das fantasias, experimento tudo ainda com cheiro de guardado, os meninos também entram na onda.
Lascou.
O meu carnaval chegou, trouxe o espírito carnavalesco com um sopro:
O do Clarim...

Luto mutante

Agora é outro parto.
Não de parir, mas de partir.
Deixar partir, crescer.
Se desvencilhar da placenta imaginária que eu criei.
O parto é dele, as dores são minhas.
Tenho orgulho deste abandono.
Que vá no caminho que quer.
Que queira algum caminho.
Que siga feliz.
Quem aprende agora sou eu.
A confiar.
Esperar suas visitas inesperadas,
Ser pilar para os dias difíceis.
Decorar este novo papel
E deixar fluir o protagonista da nova história.
Nesta, sou coadjuvante.
Meu luto não é triste. É mutante.
É o luto das mães.
Difícil é aprender a ser denovo. Sem pretexto.
E aprender a conjugar tudo no presente do indicativo.
Definitivamente, eles não gostam do pretérito imperfeito.