quarta-feira, 18 de junho de 2014

Ocupada.




Meu filho foi assaltado duas vezes esta semana. 

Chega em casa com semblante perdido. 
O pior não é o que roubam, mas o que deixam: uma semente de desilusão no olhar dele. 
Vou falar com a polícia, a viatura que faz a ronda, e eles semeiam a tal semente quando dizem que nada podem fazer. 
Do outro lado da cidade, lindos homens, lindas mulheres cuidam da semente do futuro. 
Com respeito. 
Com dignidade. 
Com arte. 
Com amor. 
E os policiais que deveriam fazer a segurança, zelar e garantir a paz acabaram de arrancar as mudas recém brotadas. 
E eu, que sempre corro pro front, me sinto paralisada.
Alguma coisa em mim também morreu. 

terça-feira, 10 de junho de 2014

só imagine!

Imagine um mundo melhor. 

Você não será o primeiro. 

Tanta gente ja cantou, pintou, dançou e encenou. 

Tantos escreveram, muitos lutaram por um mundo de paz. 

Imagine um mundo que fica melhor não com grandes obras, mas com pequenas transformações. 

Gestos múltiplos.

Hoje eu fui além da imaginação.

Experiência de cidadania.

Um encontro de pares e ímpares.

Todos, mestres e aprendizes.

Graças!

Por esta cidade na beira do mar que inspira novos ares.

Pelo abraço ao amigo de longa data.

Um cais onde atracar o sonho de todos.

Um porto seguro para um mundo outro.

Meu filho ao meu lado faz coro com Otto.

Uma ode ao Recife sem muros.

Obrigada, estelita!

Meus filhos serão melhores do que eu.

Serão mais críticos, mais livres.

Observo o Recife da minha varanda na Rua da Glória. O vento que bate no rosto conta uma nova história.

#ocupeestelita #resisteestelita #soudorecife

Tem uma palavra que tudo resume, Tudo explica e preenche os espaços. Uma palavra que ilustra e liga. Religa. Existem laços que são p...