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Mostrando postagens de Novembro, 2015

Férias para a dor

Antes me dói a dor do outro.
Mais fácil do que sentir a minha.
Mais altruísta, menos trabalhoso.
A dor do outro não me cura.
Nem me adoece.
Uma saudade permanente, uma inquietude sem nome.
Me atrapalha a vida. Isso. A vida me atrapalha.
Agora mesmo, escrevendo, preciso parar inúmeras vezes. Atender o telefone, assinar um documento, responder a alguém.... Eu querendo me conectar comigo mesma e a vida me puxando pra fora. Minha viagem para dentro sendo interrompida.
Eu mesma não aguento o peso das horas, dos dias, dos anos.
Antes me dói o futuro, que é incerto.
Porque o passado em mim já simbiótico, camufla-se.
Reveste-se de memória,
Fantasia-se de falsos pesadelos,
Enfeita-se de antigos aromas.
Preciso de férias para minhas viagens internas.
Como companhia. eu mesma.
Respeitando minha dor.
Quem serei eu hoje sem a dor que carrego?
O que me edifica e o que me destroi?

O doce e o amargo.

Minha presidenta e de todos os brasileiros,

Escrevo aqui do calor do Recife, cidade de tantas lutas e tanta tradição.
Se esta carta chegar às suas mãos, já será um imenso prazer.
Dizem por aqui que, quem adoça a boca dos meus filhos, a minha adoça.
Em primeiro lugar, Dilma, agradeço. Pela oportunidade que tantos jovens como o meu Dante estão vivendo, de conhecer outros países, outras culturas, outras línguas e, com isso, trazer uma infinidade de novas possibilidades ao nosso país e ao futuro de cada um.
Nossa família jamais teria como oportunizar uma experiência semelhante. Linda esta sua iniciativa de abrir a possibilidade para toda uma geração. Como mãe, vejo minha cria voar, crescer com a força da educação. Isso é política pública responsável e de longo prazo. Valorizar pessoas e, a partir delas, melhorar a sociedade.
Sou jornalista de formação, sou nordestina, mãe, mulher e cidadã. Desde muito cedo na vida compreendi que militância existe na política, mas também em cada um desses …