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Mostrando postagens de Outubro, 2016

O permanente.

Nunca mais fui a mesma. Não que não seja eu. Sou mais eu que nunca. Mas, nunca mais fui a mesma. Atravessar a rua ou dar um mergulho no mar aberto passaram a ter outro significado. Não era mais eu sozinha. Era eu e um mundo inteiro de possibilidades, opções e oportunidades. De amar e de escolhas. Era eu com dois corações batendo em mim. Era eu com 22 anos. E você esperando pra nascer. Dizem que hoje o tempo passa mais rápido. Dizem que isso é física quântica. E que um dia a gente vai viajar no tempo. Eu cá comigo tenho o palpite que o tempo não passa. Se acumula, que nem areia nas portas das casas nas dunas. Que nem água em ralo entupido. O meu tempo, pelo menos, é assim. Sou capaz de sentir cada frame dele. Talvez porque este amor seja física quântica. Como é que um projetinho de gente pode ser maior que um adulto? Como é que, saindo de mim, fica mais forte que eu? Como é, finalmente, que este sentimento não gasta com o tempo? E como é que o finalmente nunca chega ao fim? Ho…