Perdi meu coração! Displicente, abandonei-o no peito. Meu amuleto.....
Ele, talvez cansado de adornar meus vestidos, decidiu pular de mim e libertou-se do seu fio azul que o deixava preso ao meu corpo. Não era uma veia coronária, nem um vaso sanguíneo.
Era um simplório fio de linha turquesa. Ele até que me avisou que estava pra se partir de mim. Hoje de manhã, quando coloquei- o no pescoço, achei tão frágil....
Acho, na verdade, que entendi sua mensagem. Mas o deixei ir, livre. É assim o amor.
Deixa ir. Meu coração de sangue bate apertado enquanto escrevo estas frases.
Porque lamentar a ausência de um amuleto de pano? Que crença mais pré-histórica! Tento explicar: Porque ele representava todo o amor do meu peito. E eu o podia mostrar! Chegou fechadinho numa caixinha vermelha, chegou tímido. Eu o expus no meu peito, no meu quarto....
E, sem entender bem porque, me vem agora o que estava escrito na pequena relíquia: CORAÇÃO GUARDADO.
Rebelou-se, fugiu à sua sina.
sábado, 6 de março de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Quem leva quem???

Levei o meu cachorro pra passear.
Tava cansada, em casa desde manhãzinha, mas eu fiz este esforço.
A carinha dele não me deixava alternativas: boca em forma de sorriso, língua gargalhando, rabo frenético!
Levantei, com um click me desconectei do mundo virtual.
Coloquei coleira no meu cãozinho. Ele, feliz na frente me mostrava o caminho.
Eu, bestinha atrás seguia o caminho dele.
Engraçado....
Comecei a ver as flores, colhi umas frutas, dei bom dia aos vizinhos.
Parei no meio da quadra e conversei por mais de meia hora com um desconhecido que tinha ótimas histórias pra contar. Ri um bocado.
Ele ali por perto, me olhando de longe,deitado na grama verdinha e ainda molhada da chuva que caiu logo cedo.
Depois, achei o sol já bem quente.
Era hora de voltar.
Meu cãozinho tava bem feliz!
Tinha levado a dona dele pra tomar um sol, sentir outros sentires, rir um pouco e sair de frente daquela máquina que paralisa!
Será que foi isso mesmo?
Meu cãozinho cuida bem de mim.... me levou pra passear!!!!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Balada
Minha quase respiração presta homenagem à minha quase vida.
Lembra-me que existo a dor inisitente acima das sobrancelhas.
Taciturna, sonho em escrever sobre flores, jardins e chuvas de verão.
Obscura, encerro-me nas próprias veias.
Não enxergo o mundo à minha volta, sendo o meu universo tão complexo!
Lembra-me que existo a dor inisitente acima das sobrancelhas.
Taciturna, sonho em escrever sobre flores, jardins e chuvas de verão.
Obscura, encerro-me nas próprias veias.
Não enxergo o mundo à minha volta, sendo o meu universo tão complexo!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Classificados
Perdi minha alma na última esquina.
Recompenso bem aos que encontrarem seu rastro.
O minha ânima deve vagar lenta.
Da última vez que a vi, trazia marcas leves da vida, trajava uma tristeza moderada.
Quem encontrá-la,
Favor devolver.
Não é lá grande coisa,
Parece uma velha
Reincide nos erros
Mas completa meu ser.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
órfã de vida
Não tem medida, mesura, bitola.
Uma percepção subjetiva, presença, lembrança, sinal.
Nenhum som emitido sem atitude merece reverberar.
Nenhum instante vago carece de registro.
Uma membrana invisível é a lente da vida.
A luz que encharca a alma não mais emana.
Foi-se a folha solta ao vento
Não chora pelo galho que exibe a cicatriz
A seiva que brota com a sua ausência
É órfã de vida.
Uma percepção subjetiva, presença, lembrança, sinal.
Nenhum som emitido sem atitude merece reverberar.
Nenhum instante vago carece de registro.
Uma membrana invisível é a lente da vida.
A luz que encharca a alma não mais emana.
Foi-se a folha solta ao vento
Não chora pelo galho que exibe a cicatriz
A seiva que brota com a sua ausência
É órfã de vida.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
presa à realidade
Sendo menina, não sabia brincar de gente grande.
Correu por entre tantos caminhos, querendo se esconder.
Atracou os sonhos em portos seguros fantasiando ser o capitão,
Deu de cara com a vida na esquina seguinte.
Não viva sem escrever...
Não cabia em sua mente tantos e tantos pensamentos.
Escrever era uma forma de acalmar os bichinhos que pintam e bordam dentro da cabeça.
Ei-la aqui de novo.
Dependente do sonho e presa à realidade.
Correu por entre tantos caminhos, querendo se esconder.
Atracou os sonhos em portos seguros fantasiando ser o capitão,
Deu de cara com a vida na esquina seguinte.
Não viva sem escrever...
Não cabia em sua mente tantos e tantos pensamentos.
Escrever era uma forma de acalmar os bichinhos que pintam e bordam dentro da cabeça.
Ei-la aqui de novo.
Dependente do sonho e presa à realidade.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Há tempo
"Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de colher;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de se afastar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de jogar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de silêncio, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e há tempo para a paz".
Quando eu era menina, às vezes fingia dormir.
Era pra chamar atenção, claro.
E quando todos insistiam em me acordar, eu simulava um sono profundo.
Depois, quando esqueciam de mim, deixavam meu capricho de lado, eu ficava pensando qual seria a hora certa de "acordar".
Então, me dava vontade de participar das conversas, das brincadeiras.
Dava vontade de ver "Os trapalhões"....
E então eu esquecia que tava dormindo.
Anos mais tarde quando as festas e os amigos ficara mais importantes, a vontade que dava era de nunca sair dos embalos.
E eu ouvia meu pai sabiamente e despretenciosammente dizer:
- Sai sempre da festa no seu melhor.
Muitas vezes eu fui a última a sair, ao apagar das luzes.
Com o tempo fui mesmo preferindo sair quando ainda estamos lúcidos.
Pois é....
Agora vejo que é hora de deixar este blog, perdê-lo de vista.
Dar um tempo dos meus queridos escritos pra fazer outra coisa.
Vou sair de fininho, como quem quer ficar.
Deixando minhas digitais por todos os lados e as pistas de quem eu sou.
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de se afastar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de jogar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de silêncio, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e há tempo para a paz".
Quando eu era menina, às vezes fingia dormir.
Era pra chamar atenção, claro.
E quando todos insistiam em me acordar, eu simulava um sono profundo.
Depois, quando esqueciam de mim, deixavam meu capricho de lado, eu ficava pensando qual seria a hora certa de "acordar".
Então, me dava vontade de participar das conversas, das brincadeiras.
Dava vontade de ver "Os trapalhões"....
E então eu esquecia que tava dormindo.
Anos mais tarde quando as festas e os amigos ficara mais importantes, a vontade que dava era de nunca sair dos embalos.
E eu ouvia meu pai sabiamente e despretenciosammente dizer:
- Sai sempre da festa no seu melhor.
Muitas vezes eu fui a última a sair, ao apagar das luzes.
Com o tempo fui mesmo preferindo sair quando ainda estamos lúcidos.
Pois é....
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