Perdi meu coração! Displicente, abandonei-o no peito. Meu amuleto.....
Ele, talvez cansado de adornar meus vestidos, decidiu pular de mim e libertou-se do seu fio azul que o deixava preso ao meu corpo. Não era uma veia coronária, nem um vaso sanguíneo.
Era um simplório fio de linha turquesa. Ele até que me avisou que estava pra se partir de mim. Hoje de manhã, quando coloquei- o no pescoço, achei tão frágil....
Acho, na verdade, que entendi sua mensagem. Mas o deixei ir, livre. É assim o amor.
Deixa ir. Meu coração de sangue bate apertado enquanto escrevo estas frases.
Porque lamentar a ausência de um amuleto de pano? Que crença mais pré-histórica! Tento explicar: Porque ele representava todo o amor do meu peito. E eu o podia mostrar! Chegou fechadinho numa caixinha vermelha, chegou tímido. Eu o expus no meu peito, no meu quarto....
E, sem entender bem porque, me vem agora o que estava escrito na pequena relíquia: CORAÇÃO GUARDADO.
Rebelou-se, fugiu à sua sina.
sábado, 6 de março de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Horizonte
Pausar. Simples e necessário! Tempo restaurador. Arrumar as gavetas da cabeça, acariciar a alma, alentar as dores, afagar os prazeres. Fec...
-
Estou no sexto andar de um prédio, numa ilha. De buzinas. De Sirenes. De stresses. Estou na sala 601 de um prédio sem charme. ...
-
Amigos, me mandem pelo correio Um pouquinho de confete e serpentina, Cheiro de cerveja misturado com batida de limão. Vocês encontram na Pra...
-
Tem vísceras, minh’alma. Como quaisquer outras, reviram meus sonhos imperfeitos. Instalam-se crônicas, posseiras. Tem vísceras, minh’alma. E...
Nenhum comentário:
Postar um comentário