Acabei de matar todos os sonhos.
Estavam podres.
Infectados.
Embolorados com o fungo da vida.
A terra em que os plantei ficou estéril.
Nenhum bicho ou planta, ou ser vivo dela se alimenta.
Antes que morressem de tédio, matei-os.
Com a firmeza de quem os criou.
Delicadeza e autoridade para velar cada um.
Assim como deve ser.
Com a firmeza de quem os criou.
Delicadeza e autoridade para velar cada um.
Assim como deve ser.
Prefiro a morte ao sofrimento.
O horizonte vazio, às construções condenadas.
O nada, ao delírio.
