Abri a porta do mundo e me descobri estrangeira da vida.
Na vila onde moro nao há muros.
Nem muralhas.
As ruas escancaradas jogam os sentimentos pra dentro.
Em carne viva.
Sou um mosaico mourisco.
Sou um arabesco ibérico.
Conjugo as variações da melancolia e da saudade de cor.
De coração.
Minha porta não tem olho mágico.
Nem grades.
Viro a chave dou com a cara na rua.
Abro a porta e batem na minha cara.
Dou a cara a tapa.
E dou com a cara na porta.
Vou voltar.
Para o meu jardim, lá nos fundos.
Para a minha varanda, lá no alto.
Onde o vento saúda a lua.
Abrir a porta?
Só quando souber falar a língua estrangeira.
Quando crescer a nova pele.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
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Um comentário:
Linda poesia, palavras que abrem portas e descortinam janelas para a pele tocar a alma.
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